Intervenção: O Renascimento na transição à Modernidade

maquiavel

Texto: Frederico Menezes e Aramísio Antunes

Debate sobre o processo de transição do medievo para a Idade Moderna enfatizando a época do Renascimento e as continuidades e rupturas entre o período feudal e a consolidação de características modernas como o absolutismo e a unificação dos estados nacionais. Recurso a literatura, uso do livro O Príncipe de Nicolau Maquiavel para uma exposição do absolutismo e de ideias concebidas modernas.

Para trabalhar a transição do Medievo para a Idade Moderna deve se levar em conta os diversos acontecimentos que circundaram as rupturas e continuidades do período. A Idade Média foi a época da consolidação dos princípios morais cristãos e também do firmamento da cristandade e supremacia da igreja católica, impondo sua doutrina e declarando uma “caça às bruxas”, literalmente.

Com o surgimento de pensadores que empreendiam pesquisas cientificas buscando respostas claras e empíricas com relação ao mundo e usavam da razão, indo de contragolpe aos ensinamentos da Igreja retomando o modelo clássico dos filósofos gregos, e de um viés humanista. Tais como Kepler, Leibniz e Galileu Galilei que propôs a teoria Antropocêntrica contrariando o modelo do teocentrismo defendido pela Igreja Católica são figuras icônicas do período denominado Renascimento.

Os renascentistas pregavam o uso da racionalidade e um humanismo além, propunham questionar o argumento católico do exercício de poder e as diferenças sociais existentes nos burgos estarem relacionados ao divino. Daí se nota a passagem à modernidade valendo a oposição do “moderno” ao “antigo”. Inicialmente foi um movimento Italiano, mas se alastrou e teve representantes em quase toda Europa. Nicolau Maquiavel é sobretudo o grande filosofo da Renascença com seu livro O Príncipe, tratado de ciência politica e absolutismo, como historiador exclui as interpretações teológicas e tenta descobrir as leis que governam a vida de um povo.

Na obra “O príncipe”, escrita entre 1513 e 1516, se propõe a tratar do problema do poder. Mais especificamente, de como alcançá-lo e de como mantê-lo, conforme resume seu subtítulo. Pelos últimos capítulos de seu livro, apreende-se que seu objetivo a curto prazo era contribuir para a unificação e libertação da Itália, já que os primeiros Estados modernos já começavam a aparecer pela Europa, enquanto que a Itália ainda se encontrava fragmentada e em conflitos.

Ele se refere ao fato de muitos já terem imaginado Estados que nunca existiram, fazendo uma referência a pensadores como Platão, por exemplo, e mostra que seu pensamento tem outro ponto de partida: a experiência concreta, o mundo da forma como ele é, da forma como ele existe aqui e agora. Um dos principais temas apresentados por Maquiavel em “O príncipe” é a separação entre Ética e Política. Daí talvez a razão do termo “maquiavélico” ter atingido hoje a presente conotação entre os não especialistas.

Maquiavel não se preocupa com o ser “bom”, mas com o “parecer bom” e com aquilo que “funciona”.

Referências Bibliográficas: MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. São Paulo: DPL Editora, 2008.

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