Intervenção: Hebreus, Fenícios e Persas

Por Fernanda Martins e Edcélia Martins

Hebreus

Este povo se estabeleceu na Palestina, região do atual território de Israel, as margens do rio Jordão. Desenvolveram a agricultura e o pastoreio, com dificuldades, dado ao clima seco e a relativa fertilidade das margens do rio. Os primeiros hebreus ocuparam a região por volta de 2000 a.C., e tinham origem semita, como os cananeus, primeiros habitantes da região, que foram derrotados pelas tribos hebraicas.

As principais informações deste povo vem da Bíblia, do Antigo Testamento. Assim informações históricas misturam-se com elementos místicos e religiosos.

O primeiro grande líder hebreu, segundo a tradição foi Abraão, considero o primeiro patriarca (chefe do clã). Pregava uma nova religião, monoteísta, que se tornara o elemento unificador do povo hebreu. O Deus único, Javé (também chamado de Jeová) teria prometido para ele e seus descendentes uma terra onde jorraria “leite e mel”. De acordo com a Bíblia, Abraão foi sucedido pelos patriarcas Isaac e Jacó. Dos herdeiros deste ultimo descenderam os grupos familiares, chamados as 12 tribos de Israel.

Nenhum dos outros patriarcas são mencionados em qualquer outro documento que não seja o antigo testamento.
Por causa de crescentes dificuldades econômicas os hebreus se dirigiram para o vale do Nilo, onde, embora a principio fosse bem recebido pelo faraó, foram escravizados. A resistência à escravidão levou ao fortalecimento da unidade religiosa monoteísta. A fuga  dos hebreus do Egito, conhecida como Êxodo, ocorreu sob a liderança do patriarca Moisés teria sido em meio à fuga que Deus  lhe ditara os Dez Mandamentos. Após 40 anos de jornada pelo deserto, os hebreus acabaram retornando à Palestina, já sob a liderança de Josué.

Os hebreus ocuparam a cidade de Jericó e, divididos em tribos, passaram a nomear juízes para combater os filisteus que ocupavam o litoral da Palestina.  Dentre esses chefes se destacaram Gideão, Sansão e Samuel, que tentou promover a união de varias tribos Porém, isso só vira na liderança de Samuel, considerado o primeiro rei dos hebreus.

Seu sucessor, Davi conseguiu lançar bases para a formação de um verdadeiro Estado hebraico, com governo centralizado, exercito permanente, e organização burocrática. Sob o filho de Davi, Salomão, o estado hebraico antigo atingiu seu apogeu. Teve grande desenvolvimento comercial e foi construído e dedicado a Jeová o templo de Jerusalém (templo de Salomão), a capital hebraica.

Os elevados impostos e o trabalho compulsório dos camponeses acabaram gerando descontentamento. O Estado unificado não sobreviveu à morte de Salomão. Logo surgiram disputas pela sucessão e, acontecendo o Cisma hebraico, ou seja, a divisão dos hebreus em dos reinos: o de Israel, com capital em Samaria, e o de Judá, com capital em Jerusalém.

Com essa divisão aconteceu à invasão estrangeira, inicialmente pelos assírios e depois pelos Nabucodonosor, que saqueou Jerusalém e levou os hebreus para que retornassem à Palestina, embora politicamente fossem submetidos aos persas.

Os últimos invasores da Palestina na antiguidade foram os macedônios e, depois os romanos. A resistência contra a invasão romana teve brutal repressão, como a destruição de Jerusalém, em 10 d. C. e a, dispersão dos hebreus para outras regiões. A chamada Diáspora durou centenas de anos.

Fenícios

A Fenícia situava-se no litoral da Síria, no norte da Palestina, onde se localiza atualmente o Líbano. Sua ocupação foi antes de 3000 a. C., por povos semitas que, além de desenvolverem a agricultura com o cultivo de cereais, videiras e oliveiras, a pesca e o artesanato, se destacaram pelo comercio marítimo. A possibilidade de adquirir excedentes agrícolas do Egito foi um forte estímulo para o desenvolvimento da atividade comercial.

Organizavam-se em cidades-estados independentes, chefiadas pela elite mercantil e proprietária das embarcações, constituindo uma talassocracia (do grego thálassa = mar). Esse povo chegaram a desenvolver rotas mercantis por todo o Mediterrâneo e até no litoral atlântico do norte da África. Instalaram colônias em varias regiões no Mediterrâneo, verdadeiros entrepostos comerciais, com especial destaque para Cartago, no norte da África.

O desenvolvimento mercantil e o contato com diversos povos fizeram com que os fenícios conhecessem varias outras culturas e incorporassem suas diversas técnicas, tornando-se depositários dos conhecimentos oriundos de diferentes regiões e povos. Deram contribuições originais á humanidade, sendo a principal delas um alfabeto fonético simplificado, composto de 22 letras, que incorporados pelos gregos e romanos, serviu de base para o alfabeto ocidental atual.

Os fenícios desenvolveram a astronomia, associadas ás essenciais técnicas de navegação, e a matemática, ligadas a necessidade do comercio. As diversas cidades-estados possuíam vários deuses. Seus cultos eram violentos e contavam com a eventual realização de sacrifícios humanos.

Persas

Mesmo com a pobreza do solo, o planalto iraniano foi ocupado desde o sexto milênio a.C., recebendo acentuadas levas de populações indo-européias por volta de 2000 a.C. O território foi unificado por Ciro I, rei persa que submeteu seus vizinhos. Com a pratica expansionista, os persas logo invadiram a Mesopotâmia, a Palestina e a Fenícia e chegaram, no Ocidente, á Ásia Menor e, no Oriente, á Índia.

Ciro foi hábil em se aliar as elites locais dos territórios conquistados. Seu filho e sucessor, Cambises, atacou o Egito, conquistando o cale do Nilo após a vitória na batalha de Pelusa. Contrariando as regras de tolerância de seu pai, deu inicio a um período de centralização autoritária e de submissão dos povos conquistados.

No reinado de Dario I, o império foi dividido em províncias, as satrápias. Os sátrapas eram encarregados da cobrança e do pagamento de impostos ao imperador e eram fiscalizados, por sua vez, por inspetores oficiais.

Dario também fez construir estradas que ligava os principais centros urbanos do império, criou um eficiente sistema de correios para maior controle das províncias e implantou uma unidade monetária chamada dárico.

No império persa existia a servidão coletiva, em que os trabalhadores prestavam serviços ao Estado. O comercio era realizado por povos subjugados, como fenícios, babilônicos e hebreus. A burocracia, formada pelos sátrapas e sacerdotes, tinham grande importância na sustentação do poder estatal.

O domínio do imperador era garantido pelo numero exercito, mantido com propósitos expansionistas.

A religião persa era bastante dualista, fundada na crença em duas divindades antagônicas principais: Ormuz-Mazda, deus do bem, da luz e do mundo espiritual, e Arimã, deus do mal e das trevas. O imperador seria representante do bem, em sua infindável luta contra o mal, mostrando o forte vinculo da religião com as estrutura de poder. A religiosidade popular tinha peculiaridades que a distinguiam da oficial, abrangendo varia divindades, muitas delas resultado dos contatos com os outros povos, tendendo a pratica politeísta. Os persas também admitiam a vida após a morte e o advento de um Messias, um salvador que viria a Terra para libertar os justos.

Questões

(1°) Analisando os hebreus, fenícios e persas, faça uma comparação entre eles, estabelecendo suas diferenças e semelhanças em relação a localização, economia, sociedade, cultura, religião e política.
(2°) Comente sobre os legados deixados pelas civilizações acima.

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