Intervenção: O Nascimento do Estado Moderno (2º E)

Atividade desenvolvida pelo bolsista José Alves de Oliveira Junior, graduando em história pelo IFG.

Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência (PIBID)

Material de apoio pedagógico: Absolutismo

Entre os séculos XIV e XVI alguns países da Europa passam por um processo de fortalecimento do poder político. Inglaterra, França, Espanha, Portugal e outros, experimentaram uma centralização política, que vinha em contraposição a descentralização predominante no período medieval. Esta centralização contribuiu de maneira significativa para a constituição dos Estados Nacionais e está intimamente ligada à própria desarticulação do sistema feudal. O nascimento dos Estados modernos, junto a outros fatores, como; a Reforma Protestante, as Grandes Navegações, o Renascimento Cultural e o Mercantilismo caracterizaram o inicio dos Tempos Modernos. O absolutismo é uma teoria política caracterizada pelo poder centralizado sob o controle do rei. Neste sistema o rei possui o poder sobre o sistema político-administrativo em seu reino. O rei absolutista ou autocrático transfigura se no próprio Estado, e tem como suas funções, decretar leis, arrecadar impostos, manter o exercito permanente, nomear funcionários, assim fazendo sua vontade prevalecer. O Estado Absolutista nasce através de uma institucionalização, que modernizou a maneira de gerir e organizar o Estado, através da criação de novas instituições políticas. Aperfeiçoaram-se os tribunais de justiça com a contratação de funcionários capacitados, criou-se um corpo de oficiais militares permanentes, criaram-se diversas formas de impostos e expandiram-se as fronteiras nacionais. Esta organização política atendia os interesses tanto da nobreza quanto da burguesia, pois o Estado absolutista serviu-se como uma nova proteção a classe nobre, através da ocupação de cargos administrativos importantes, além da concessão de pensões e chefias de regimentos militares. A burguesia também foi favorecia pelo Estado absolutista, pois a centralização política trouxe a unificação de impostos, leis comerciais, moedas, pesos e medidas, taxas alfandegárias para todos os países, o que favoreceu e fortaleceu as praticas mercantis burguesas. O absolutismo era justificado por teóricos como Jacques Bossuet, Nicolau Maquiavel, Thomas Hobbes, Jean Bodin, que através de suas obras defendiam o rei como representante de Deus na terra. Na Europa dos séculos XV ao XVIII temos vários monarcas absolutistas, como; Elizabeth I na Inglaterra, Luiz XIV na França, Fernando de Aragão e Isabel de Castela na Espanha, D. João V em Portugal, Nicolau II na Rússia.

Luis-XIV Luiz XIV da França, (1643-1715), é considerado o auge do absolutismo europeu.

A sociedade na era moderna era caracterizada por três Estados, o primeiro Estado (alto e baixo clero), o Segundo Estado (a Nobreza de espada e togada) e O Terceiro Estado (burgueses, artesãos e camponeses). O primeiro e o segundo Estado constituíam a aristocracia do Estado absolutista e tinha como principal característica terem privilégios. O terceiro Estado constituía a maior parte da população e não possuíam participação política, privilégios, e eram obrigados a pagar impostos ao Estado. Entre os séculos XV e XVI caracterizam-se transformações políticas, sociais, econômicas e culturais ocorridas na Europa, estas transformações devem ser compreendidas como um conjunto de elementos de rupturas e continuidades históricas. Muitos elementos feudais permaneceram vigentes na era moderna até as revoluções burguesas dos séculos XVII e XVIII, como, a monarquia, os privilégios dos nobres, as inovações técnicas que se vinham desde a idade media que se acentuaram na era moderna. Por fim caracterizando os elementos de rupturas, o mercantilismo, a reforma, a compra de títulos nobiliárquicos, o renascimento cultural, o exercito mercenário, dentre outros elementos que mudaram a Europa naquele momento dando inicio a modernidade.

Por José Alves, graduando em História pelo IFG.

O texto refere se a analise do sistema político absolutista, que caracterizou a política Europeia entre os séculos XV ao XVIII, logo após a leitura do texto observe as charges analisando os elementos de continuidade presentes na passagem da Idade Media para a Modernidade.

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