PIBID – Material de apoio pedagógico 1º B matutino: Civilização Mesopotâmica – A Religião Suméria

A Religião Suméria

A civilização mesopotâmica é conhecida como a segunda das mais antigas civilizações do mundo. Localizava-se na região do vale do rio tigre e Eufrates, há mais ou menos 3.000, a. C. no que hoje chamamos de Iraque. A organização social da civilização mesopotâmica era diferente da egípcia e sua história é marcada por muitas interrupções políticas, e sua composição social era mais diversificada do que a do Egito. Um ponto que vale ressaltar é que esta civilização não se caracteriza por ser reduzida a um único povo, ou seja, ela é caracterizada pela passagem de vários povos, vindos de outras partes da Ásia, tais como os sumérios, acádios, amoritas, assírios e caldeus. Estes povos estabeleceram-se na região sucessivamente, alguns até contemporâneos de outros. Apesar de serem sociedades contemporâneas, o Egito e a mesopotâmia apresentavam algumas diferenças. A organização cultural egípcia era predominantemente ética, e a mesopotâmica era jurídica. Enquanto no Egito as pessoas preocupavam-se com a vida após a morte, os mesopotâmicos viviam para o presente, e viam com indiferença o seu futuro. O Egito compreendia conceitos de uma religião monoteísta (apesar de serem politeístas), enquanto os mesopotâmicos possuíam uma religião politeísta primitiva. Os sumérios são caracterizados por serem os primeiros povos a ocuparem esta região. Sua religião não possuía um alto grau de espiritualidade, entretanto fazia parte de um lugar importante na vida dos indivíduos. A religião também era antropomórfica, acreditavam num certo numero de deuses e deusas, possuindo cada um deles uma personalidade distinta, com atributos humanos, por exemplo; Shamash, deus do sol, Enlil deus da chuva e do vento, Istar, a deusa do principio feminino da natureza. A religião suméria também é caracterizada por ser monística, no sentido de considerar que as divindades eram capazes tanto do bem quanto do mal. Shamash, por exemplo, poderia dar calor e luz, mas também poderia mandar seus raios de sol para secar a terra, a ponto de ela ficar incultivável. Outra característica essencial é que a religião destinava-se exclusivamente a este mundo, não oferecendo qualquer esperança em outra vida. Eles acreditavam que quando se morriam as pessoas, passava-se temporariamente em um lugar desolado e sombrio chamado de Sheol, lá as almas permaneciam um tempo, e depois desapareciam. Neste sentido os sumérios não tinham o trabalho de mumificação dos egípcios, nem de construírem grandes tumbas, enterrando os mortos no piso de casa, sem caixão. As obrigações dos indivíduos para com os deuses eram apenas rituais, e as obrigações dos deuses com os indivíduos se faziam na forma de proveitos naturais como, colheitas abundantes e prosperidade nos negócios. Neste sentido a religião não impunha padrões de moralidade, mas uma troca entre indivíduos e deuses.

Texto elaborado pelo bolsista José Alves de Oliveira Junior, aluno de história do IFG.

Referencias Bibliográficas:

BURNS,Edward Mcnall. “A civilização mesopotâmica” In: História da civilização ocidental. Porto Alegre: Editora Globo, 1968.

bolsistas: José Alves, Saluany Monise

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