Consciência Negra no Brasil, Cultura e Família

No dia 01/10/2013, realizamos a intervenção na turma do 2° D com o tema Consciência Negra a proposta foi analisar o  conhecimento prévio dos alunos, seguido de debates, atividade de apoio e vídeo, para começar a separar os grupos de maneira que os alunos pesquisem sobre a Família e a Cultura escrava no Brasil. 

Data: 01/10/2013

Bolsistas: Naiza Lima e Maria das Graças

Atividade de Apoio; Sobre a Intervenção Consciência Negra no Brasil

 Cultura Afro-Brasileira

 Denomina-se cultura afro-brasileira o conjunto de manifestações culturais do Brasil que sofreram algum grau de influência da cultura africana desde os tempos do Brasil colônia até a atualidade. A cultura da África chegou ao Brasil, em sua maior parte, trazida pelos escravos negros na época do tráfico transatlântico de escravos. No Brasil a cultura africana sofreu também a influência das culturas europeia (principalmente portuguesa) e indígena, de forma que características de origem africana na cultura brasileira encontram-se em geral mescladas a outras referências culturais. Traços fortes da cultura africana podem ser encontrados hoje em variados aspectos da cultura brasileira, como a música popular, a religião, a culinária, o folclore e as festividades populares. Os estados do Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul foram os mais influenciados pela cultura de origem africana, tanto pela quantidade de escravos recebidos durante a época do tráfico como pela migração interna dos escravos após o fim do ciclo da cana-de-açúcar na região Nordeste. Ainda que tradicionalmente desvalorizados na época colonial e no século XIX, os aspectos da cultura brasileira de origem africana passaram por um processo de revalorização a partir do século XX que continua até os dias de hoje.

 A família escrava

 É evidente que a vida sob cativeiro criava sérios entraves à formação de famílias. A tendência do tráfico de importar mais homens do que mulheres dificultou a formação de casais. Ou seja, havia muito homem para pouca mulher nas senzalas. A condição escrava dificultou também a consolidação de famílias e comunidades, já que amigos e parentes podiam ser separados pela venda ou decisão dos senhores de alocá-los em propriedades diferentes e distantes. A despeito dos obstáculos criados pela escravidão, os cativos buscavam manter relações conjugais estáveis, além de construir redes de parentesco extensas para além dos laços consanguíneos. Os estudos mais recentes sobre família escrava no Brasil têm demonstrado que, nas grandes plantações de café e cana, parte considerável dos cativos conseguiu criar e manter relações familiares ao longo do tempo. No interesse de garantir condições mínimas de segurança para si e para sua propriedade, houve senhores que preferiam garantir alguma estabilidade familiar aos seus cativos. Na visão desses senhores, o escravo preso às responsabilidades familiares tinha menos predisposição para fugir ou rebelar-se. Essa estabilidade, porém, podia ser abalada por motivo de venda, morte do senhor, doação e transferência de algum membro da família para outra propriedade. Ou seja, o escravo podia se rebelar em protesto contra a separação de parentes, ou fugir em família para evitar a venda, ou ainda fugir para se reunir a parentes já vendidos. Podiam se rebelar, sobretudo, contra os que abusavam dos seus filhos e filhas.

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