INTERVENÇÃO 1º A – O CONCEITO DE DEMOCRACIA GREGA E AS PROXIMIDADES/DISTANCIAMENTOS COM A PRÁTICA DEMOCRÁTICA ATUAL

Acompanhando o esquema didático da profª Lídia seguindo com história antiga, desta vez falando da organização social grega, em especial na pólis Atenas.

O objetivo central é de analisar o conceito grego de democracia e traçar um paralelo com a democracia praticada na contemporaneidade, e como ela se desenvolveu partindo da origem democrática ateniense. Ao final há uma questão destinada a reflexão num sentido transcendente do que é democracia, suas contradições, paradoxos e ações.
Bolsistas Frederico Menezes & Aramísio Antunes

 

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A democracia em Atenas

Em 507 a.C., Clístenes assumiu o comando de Atenas e realizou um vasto programa de reformas, no qual se estendeu os direitos de participação política a todos os homens livres nascidos em Atenas: os cidadãos. Desse modo, consolidava-se a democracia ateniense. A participação política, contudo, era restrita a 10% dos habitantes da cidade. Ficavam excluídos da vida pública, entre outros, estrangeiros residentes em Atenas (os chamados metecos), escravos e mulheres, ou seja, a maior parte da população. Que na época era de 400 000, dividida em 90 000 "cidadãos", 200 000 de metecos (ou estrangeiros), 200 000 de escravos e 60 000 de mulheres e crianças.
Apesar desses limites, a democracia ateniense foi a forma de governo que, no mundo antigo, mais direitos políticos estendeu ao indivíduo. Com as reformas de Clístenes, as funções administrativas ficaram a cargo da Bulé, ou Conselho dos 500. Seus integrantes eram sorteados entre os cidadãos. Clístenes fortaleceu ainda a Eclésia, que passou a se reunir uma vez por mês para discutir e votar leis, além de outros temas de interesse geral dos cidadãos. Os assuntos militares ficaram sob a responsabilidade dos estrategos. A cidadania entre os gregos: A cidadania era muito mais imediata e tangível para um ateniense do que para o cidadão de uma nação moderna. Nenhuma desgraça podia ser maior do que a perda dos direitos de cidadão. O ateniense vivia numa cidade cujo corpo de cidadãos nunca passou de 50 mil (aproximadamente a oitava parte da população total, por volta do ano 400 a.C.). Todo ano havia para o cidadão ateniense a expectativa de servir no exército ou na frota. Todo ano poderia reunir-se com outros milhares na Eclésia ou ser colocado na lista anual de 6 mil pessoas entre as quais, segundo as necessidades, eram sorteados os jurados para os tribunais populares. Além disso, Atenas era uma cidade extraordinariamente cosmopolita. Um ateniense podia observar milhares de imigrantes temporários ou permanentes de outras cidades gregas ou terras não gregas trabalhando à sua volta, muitas vezes fazendo o mesmo trabalho que ele sem, contudo, compartilhar de nenhum de seus direitos de cidadão. A característica mais marcante da cidadania do ateniense é que, quando viajava para além dos limites de sua própria polis, era imediatamente privado de seus direitos políticos.
As pólis gregas mantiveram seu sentido de comunidade política através de leis de cidadania escritas e geralmente exclusivas. A comunidade política em Atenas tinha leis de cidadania que eram escritas de forma a ser restritivas até pelos padrões gregos. Após a lei de cidadania promulgada por Péricles em 451, só os homens que tivessem a mãe e o pai atenienses podiam ser cidadãos.

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Questão:
A mostra de 1994, “O Milagre Grego, Escultura Clássica da Alvorada da Democracia. Século V a.C.”, vista inicialmente em Washington e depois em Nova York, nos espaços da ala Robert Lehmann, do Metropolitan Museum está vinculada ao 2 500º aniversário do nascimento da democracia em Atenas, introduzida por Clístenes em 508 a.C.
A jornalista Patrícia Morison do Financial Times, comentando sobre a exposição, escreveu um artigo traduzido pela Gazeta Mercantil, onde diz o seguinte: “O problema de falar sobre democracia é que traz uma série de perguntas familiares. O que exatamente tinha a arte da Era de Ouro da Grécia a ver com a democracia? Essa produção massiva de bronze fundido e mármores polidos teria sido possível sem a mão de obra escrava?
Considerando o questionamento de Morison e o que você conhece da história grega explane sobre a pratica da democracia ateniense, os elementos limitadores de tal pratica e as relações de cidadania existentes na pólis.

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